Em tempos idos, brilhou poesia,
com vozes que o tempo jamais calaria.
William Shakespeare, gênio e paixão,
pintou o amor com pura emoção.
Emily Dickinson, doce e contida,
fez da solidão sua flor preferida.
Pablo Neruda, em versos de lume,
deu à saudade o mais terno perfume.
Foram pilares, luz e herança,
da arte, da alma e da esperança.
Mas o mundo gira, e a vida avança,
a poesia muda, porém não cansa.
Hoje, nas telas, o verbo floresce,
a rima navega, o sonho acontece.
Sem editoras, sem permissão,
poetas erguem sua canção.
Das redes nasce nova emoção,
livre, pulsante, feita de mão.
Cada estrofe é um novo olhar,
um grito, um riso, um despertar.
E embora os clássicos sejam altar,
há novos astros sempre a brilhar.
Pois todo tempo tem seu talento,
sua forma, sua voz, voo livre ao vento.
A poesia é chama que não se apaga,
renasce onde o coração se embriaga.
Entre o passado e o agora, há ponte que chama
e em todo poeta, o mundo se derrama.