Nascer
Enchemos a vida de filhos
que enchem a vida de netos
Esses geram os bisnetos
Que por fim tataranetos
que não os conhecerei
Todos me enchem a lembranças
com sorrisos de crianças
que jamais esquecerei
Eles trazem alegria
balbuciando em melodia
bê-á-bá da inocência
que um dia pronunciei
Me trazem a esperança
que creio com segurança
deixara sua infância
para um futuro promissor
[refrão]
Sou raiz que não se vê,
voz que o tempo não calou.
Vivo em cada amanhecer,
no amor que se plantou.
Serão muito talentosos
guiando sempre o seu norte
através das velhas estrofes
de alguém que já se foi.
Cumprir o seu destino
sem esquecer o caminho,
as histórias, os carinhos
de quem um dia ensinou.
Serão vozes do passado
num presente iluminado,
plantando o que foi sonhado
por quem cedo semeou.
[refrão]
Sou raiz que não se vê,
voz que o tempo não calou.
Vivo em cada amanhecer,
no amor que se plantou.
E ao olharem para trás,
verão que existe paz
nas pegadas já deixadas
por quem já caminhou.
Assim segue a linhagem
na eterna e doce viagem
da memória e da coragem
de um tempo que passou.
[refrão]
Sou raiz que não se vê,
voz que o tempo não calou.
Vivo em cada amanhecer,
no amor que se plantou.
Antonio Souto
Enviado por Antonio Souto em 14/06/2023
Alterado em 20/10/2025
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